Venda Online: O Conceito de Drop Invadindo os Restaurantes

Venda Online: O Conceito de Drop Invadindo os Restaurantes

Post by Matheus Eduardo

Conceito de Drop

Se você é fã de Street Wear ou marcas de grife já deve conhecer ou ter ouvido falar sobre o conceito de “Drop”. Marcas internacionais como a Supreme ou nacionais como a High Company fomentaram seus negócios sob a luz desse conceito. Um Drop nada mais é que uma edição limitada lançada com sob muita valorização, audiência e desejo, dando muito jus ao dito popular “tudo o que é raro é caro”.

Tradicionalmente uma edição limitada já possui margem, número de série, título e conceito da obra e a assinatura de um especialista ou referência da área que se diz respeito. No entanto, acredito que o segredo de um drop, pelo menos de um bem feito, está na geração de valor, de desejo.

Os famosos “drop days” da Supreme geram filas quilométricas em frente a suas lojas ao redor do mundo – muito bem descritos em um artigo da Vice, o segredo está no hype: o burburinho ao redor da marca segue sustentando o burburinho ao redor da marca.

Conceito de Drop Invadindo os Restaurantes

Entendidos sobre Drops e edições limitadas? Vamos ao que interessa. Tamanha foi a minha surpresa quando notei semelhanças nesse conceito sendo absorvidos por um restaurante pela primeira vez. Mas, como assim?

Assim como a Supreme, vi o Underdog, famoso e polêmico bar de Pinheiros em São Paulo “dropar” pratos com edições limitadas, muito hype e vendas esgotadas em algumas horas ou minutos. Divulgados no Instagram do bar com belas fotos em um post simples, link nos Stories e Voila! Muitas vendas de um prato conceitual em pouquíssimo tempo!

Conceito Drop: Under Dog Bar (Foto 01) Conceito Drop: Under Dog Bar (Foto 02)

Algo peculiar que o Underdog também se assemelha com as marcas de Street Wear é a comunicação informal e não convencional, o bar que já se meteu em diversas polêmicas nas redes sociais não liga muito para críticas ou o que os cidadãos polidos e de bem pensam a respeito do ambiente  e do comportamento dos seus funcionários. Polêmicas essas já até noticiadas pela Exame e outros portais, mas, como já disse por aqui o burburinho ao redor do bar segue sustentando o burburinho ao redor do bar. No entanto, a intenção aqui não é divulgar o bar especificamente e sim o modelo de negócio e a adequação ao seu público.

Vasculhando as redes sociais podemos encontrar esse modelo de negócio também sendo muito bem aplicado por outros restaurantes, bares e casas de carne como notamos nesses exemplos que separei.

Conceito Drop: Quintal da Betti (Foto 01) Conceito Drop: Quintal da Betti (Foto 02)

Nos exemplos podemos notar uma ação sazonal do Quintal deBetti, aproveitando muito bem uma data festiva para explorar uma força de venda. A Casa de Carnes não explorou o apelo de estoque limitado, apenas fomentando a limitação de um período específico. Já no post da Bom Beef podemos notar a ação limitada pra apenas um dia, exploraram também o limite de estoque e a promoção do preço. Importante ressaltar que editaram a legenda quando o estoque esgotou, esse tipo de movimento é bem interessante para gerar desejo, principalmente quando há a intenção de um relançamento.

Se você deseja aplicar esse modelo de drop em seu restaurante ou negócio eu vou deixar aqui algumas dicas práticas para você dar o pontapé inicial e não fazer com que seu drop seja “flopado”.

Faça algo realmente diferente e exclusivo que gere de desejo

A primeira dica é: não engane seu público, nem tente. Se há a intenção de fazer uma ação de edição limitada, faça algo realmente diferente do seu cardápio convencional, nada de adaptações mascaradas do que já é feito. Surpreenda seu público, cause impacto. Algo que tenha muita semelhança aos produtos do dia-a-dia pode não chamar a atenção necessária do público ou causar a impressão de oportunismo ou armadilha, principalmente nos casos de ações em que os preços fogem da média do catálogo ou cardápio.

Use Apps e ferramentas práticas que facilitem a usabilidade e a logística

ferramentas no mercado que facilitam muito esse tipo de ação. Por exemplo, a plataforma de eventos online Sympla pode ser muito bem aproveitada, comumente usada para a venda de ingressos pode ser facilmente utilizada para a venda limitada de algum produto do catálogo ou cardápio.

Um pouco mais trabalhoso, porém, um tanto quanto mais visual seria criar um mini e-commerce com a Loja Integrada. A plataforma oferece um bom nível de personalização e tem um plano gratuito com bons recursos.

Procure amparo de uma agência especializada se for necessário para o desenvolvimento das ações. Negocie formas de pagamento com estratégia de Sucess Fee, no qual parte do pagamento é atrelado ao sucesso da promoção, assim, é possível negociar uma redução no custo inicial de desenvolvimento.

Use e abuse do Instagram e dos seus recursos de postagem, estrutura de vitrine e comércio e anúncios patrocinados. Como disse, procure uma agência ou profissional da área para explorar ao máximo os recursos dessa ferramenta que é muito benéfica se bem aproveitada além de posts simples no feed e stories.

Adeque a Comunicação ao seu Público

A comunicação no ambiente digital exige muito da criação de uma personalidade para a sua marca ao longo do tempo, mas mais do que isso, é necessário que a mesma se molde e se comunique de acordo com as expectativas do seu público.

Então, entenda com quem está falando, busque informações como faixa etária, gênero e localização dos seus clientes e seguidores – as redes sociais fornecem relatórios gratuitos com essas informações. Assim, quanto mais assertiva for a sua investigação perante a identidade do seu público, mais adequada se torna a linguagem e a comunicação.

Como se trata de uma ação na qual se deseja muito alcance e um curto período de tempo, não há espaço para inadequações com o diálogo com o seu público e é fundamental entender o que o mesmo absorve bem.

Mensure com assertividade dos resultados o tempo da recorrência

Análises são fundamentais para o sucesso de um drop ou edição limitada, principalmente no pós-venda. Faça relatórios de todos os custos que envolveram a ação e quanto a mesma trouxe de retorno. Se possível, separe os resultados por canal de venda e perceba quais trouxeram mais resultado.

Esse tipo de análise, além de mostrar o quanto houve de lucro em relação ao valor investido, também mostra qual parte da ação foi absorvida pelo seu público que já era cliente ou seguidor e qual parte foi absorvida por pessoas que não conheciam a sua empresa e passaram a fazer parte da base.

Conceitos modernos de ação exigem recursos tecnológicos e análises assertivas para um bom e longínquo resultado. Mas, além disso é necessário sempre levar em consideração conceitos básicos de comunicação e vendas – um pouco nerd e menos prático, confesso.

Mas, entenda que é sempre importante lembrar-se de três fatores básicos que influenciam no processo de decisão: a recompensa esperada, o custo e a probabilidade de sucesso –  e isso não foi dito por mim, foi dito por Stephens & Krebs em 1986.

Além do que vale ressaltar que o consumo consiste num fenômeno que envolve prazer e diversão, incluindo prazeres sensoriais e respostas emocionais e envolvimento com a estética – e isso também não foi dito por mim, foi dito por Holbrook & Hirchman em 1982 no artigo “The Experiential Aspects of Consumption”. Leve tudo isso em  consideração e boas vendas, ou melhor, bom drop!

Matheus Eduardo: Neuromarketing Specialist

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